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Medos privados em lugares públicos

Desde que meu pai me obrigou a assistir “O ano passado em Marienbad”, um dos filmes mais chatos de todos os tempos, fiquei um pouco traumatizada com Alain Resnais. “Medos privados em lugares públicos” não é chato, embora muitas pessoas tenham saído do cinema no meio do filme. Mas é muito triste e muito louco. Ele consegue criar personagens com o que existe de mais deprimente dentro de nós e contar histórias que a gente prefere pensar que não existem. No final, acaba que fica interessante, serve como experiência antropológica. Você sai do cinema com medo da empregada, do seu vizinho de porta e da pessoa que senta do seu lado no metrô. Por outro lado, você se sente muito normal. Nem minhas maiores bizarrices dariam um filme de Alain Resnais.

Medos privados em lugares públicos

Medos privados em lugares públicos – (Alain Resnais, 2006)

Um lugar na platéia

Tem tanta coisa que eu gostaria de dizer, mas fiquei sem energia. Uma mistura de tristeza e felicidade, uma vontade enorme de ir embora para Paris, de cortar meu cabelo curtinho, de ser simples, fácil e harmoniosa, de entender de arte, de voltar a tocar piano.
Muitas descobertas assistindo ao filme “Um lugar na platéia”. “Brilha, brilha estrelinha” é de Mozart; Simone de Beauvoir não era lésbica, quem corre riscos tem uma vida maravilhosa (nem que seja para contar aos outros) e existem 2 tipos de pessoas: as que atendem o telefone e dizem “Quem é o pentelho agora?” e as que olham para o telefone tocando e pensam “humm… quem será?”
No final da história é isso mesmo. O que todo mundo deseja é um lugar na platéia, nem muito atrás, nem muito na frente, no meio.

Um lugar na platéia

Um lugar na platéia – (Danièle Thompson, 2006)



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